Curso Livre de Humanidades - Editora Abril
- Luiz Eduardo Mascaro
- 1 de nov. de 2021
- 5 min de leitura

(Obs: Descrição ainda está Incompleta)
OS CAMINHOS DA FILOSOFIA - PAIXÃO PELO CONHECIMENTO
Nesta primeira aula do ciclo de palestras, Renato Janine percorre um pouco os caminhos da filosofia e compara a filosofia com outras áreas do conhecimento, que também lidam com a busca do saber. Com exceção da matemática, que vem da antiguidade, a maior parte do que chamamos de ciência hoje, nasceram do âmbito da filosofia e começam a partir dos séculos XVI e XVII: Física, química, biologia, sociologia. Renato Janine vai discutir as diferenças entre filosofia e ciência, como também pontos em comum, e como pensamento e razão são abordados de formas diferenciadas ao longo da história.
Renato Janine Ribeiro é Professor Titular de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo (USP). Tanto a sua tese de mestrado, na Sorbonne, como a de doutorado, na USP, foram dedicadas ao filósofo inglês Thomas Hobbes. Escreveu, entre outros, “A Marca de Leviatã”, “Ao Leitor Sem Medo”, e “A Última Razão dos Reis”. Foi vencedor do Prêmio Jabuti 2001, na área de ensaios e ciências humanas
Antiguidade Grega e Romana
A FILOSOFIA DAS COISAS DIVINAS E AS FILOSOFIA DAS COISAS HUMANAS
Marcelo Perine percorre na História da Filosofia temas como a tradição mitológico-poética, a gênese dos deuses, a herança teológica, a idéia de ordem do mundo e a descoberta da razão. Em que consiste a idéia do Bem? Para responder a esta pergunta, ele irá analisar a revolução cultural operada pela atuação de Sócrates e dos Sofistas, até chegar em Platão e Aristóteles, cujas filosofias se contrapõe e divergem.
Marcelo Perine, é Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1986), e Professor da PUC-SP.
A BELA MORTE E A BOA MORTE Rachel Gazzola discute a diferença entre a bela e a boa morte, de um lado, e entre o pensamento mítico-filosófico, de outro; e quais as diferenças tomadas nas reflexões sobre esse tema, no sentido do ideal ético-estético e do ideal ético-político.
Rachel GazzolaRachel Gazolla de Andrade é professora titular do Departamento de Filosofia da Faculdade de Comunicação e Filosofia da PUC-SP.
O Empirismo e o Ceticismo O CETICISMO EMPÍRICO DOS GREGOS Oswaldo Porchat aborda o sentido dos termos Empirismo, Racionalismo e Ceticismo. Na opinião dele, o empirismo cético antigo pode oferecer parâmetros adequados para nosso posicionamento crítico, em face da problemática filosófica contemporânea e facilitar uma postura antidogmática.
Oswaldo Porchat Pereira graduou-se em Letras Clássicas pela USP e em Filosofia pela Université de Rennes (França). É Doutor em Filosofia e fez pós-doutorado na Universidade de Berkeley (Califórnia) e na London School of Economics and Political Sciences.
HUME O SONO DOGMÁTICO DA RAZÃO
Roberto Bolzani fala sobre o pensamento de David Hume (1711-1776). Ao analisar a obra Investigação sobre o Entendimento Humano, com enfoque na relação entre ceticismo e empirismo, ele mostra que apesar dos 2000 anos que separam o ceticismo grego do filósofo escocês, há muito em comum nessas duas filosofias. Roberto Bolzani Filho é Doutor em Filosofia, Professor de História da Filosofia Antiga na USP e autor de “Ceticismo e Empirismo” e “A Epokhé Cética e Seus Pressupostos”
Filosofia Medieval
UM DEBATE ARISTOTÉLICO SOBRE SANTO AGOSTINHO Um Debate Aristotélico Sobre Agostinho: Santo Agostinho foi o grande mestre da Idade Média. Sua obra foi o fio condutor da retomada da produção filosófica a partir do século XII. Para José Carlos Estevão, a obra de Agostinho leva a possibilidades muitas vezes afastadas da letra dos seus textos. Segundo o palestrante, a recepção de Aristóteles impõe um debate filosófico sobre a estrutura metafísica do homem.
AGOSTINHO E A CIDADE DE DEUS Agostinho e a Cidade de Deus: Moacyr Novaes mostra a elaboração feita por Santo Agostinho, a partir de um tema herdado do neoplatonismo, o do retorno da alma, em que se faz necessária uma análise das relações entre o corpo e a alma e, particularmente, das paixões. O palestrante sugere como, a partir da concepção agostiniana de uma economia da salvação, a fortuna poderá ser apreciada na importância do tema da “história”.
MAQUIAVEL: O NASCIMENTO DO REALISMO POLÍTICO MODERNO Maquiavel é usualmente associado à criação da ciência política moderna. Para Bignotto, o autor florentino foi um grande inovador do pensamento político, mas deixa na sombra outras questões que são abordadas nesta palestra, como o debate com os clássicos e os humanistas, e o significado do chamado realismo político. Newton Bignotto é Doutor em Filosofia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris, e professor de Filosofia Política e de História da Filosofia do Renascimento, e coordenador do curso de pós-graduação da Universidade Federal de Minas Gerais.
UMA REFLEXÃO SOBRE O PENSAMENTO MODERNO Descartes e Kant são o ponto de partida de Franklin Leopoldo para abordar as linhas de reflexão que do pensamento moderno. Em Descartes, ele busca a crítica ao estilo tradicional de conhecimento da filosofia medieval e a reivindica a autonomia da razão subjetiva. Com Kant, analisa a subjetividade e a objetividade e a forma e a universalidade da racionalidade prática. Franklin Leopoldo e Silva é Professor de História da Filosofia Moderna e Contemporânea da USP e autor de “Descartes – A Metafísica da Modernidade”, entre outros.
PRÉ-HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO CIENTÍFICA DO SÉCULO XVII Carlos Arthur analisa a reflexão que existe desde a Grécia antiga sobre o tratamento matemático das realidades do mundo material, sobre o estatuto que veio a ser chamado por Tomás de Aquino de “ciências intermediárias” entre a física e a matemática. Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento é doutor em Filosofia e PHD em Sciences Medievales, pelo Instituto de Estudos Medievais da Universidade de Montreal. É Professor Titular de Filosofia da UNICAMP e Professor Assistente Doutor do departamento de filosofia da PUC-SP.
GALILEU E O DIÁLOGO SOBRE AS DUAS NOVAS CIÊNCIAS Qual a grande novidade introduzida por Galileu, que justifica o destaque que se deu à sua obra na transformação da visão de mundo moderno? A análise da obra de Galileu feita por Pablo Mariconda leva em conta o contexto intelectual da época, abrangendo as contribuições de Copérnico, Kepler, Giordano Bruno, entre outros. Pablo Rubén Mariconda é Professor de Teoria do Conhecimento e Filosofia da Ciência na USP. É editor da revista “Scientiae Studia” e das duas principais obras de Galileu: “Diálogo sobre os Dois Máximos Sistemas do Mundo Ptolomaico e Copernicano” e “Duas Novas Ciências”.
SCHOPENHAUER – CRÍTICO DE KANT Maria Lúcia expõe a leitura do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) sobre o idealismo transcendental de Immanuel Kant (1724-1804). O ponto central dessa interpretação está na questão da razão e da vontade. Schopenhauer, ao dar a primazia à vontade, faz objeções à razão prática kantiana e à moral racional fundamentada num sentimento. O fio condutor de sua crítica fixa-se na predominância, no pensamento de Kant, do abstrato sobre o intuitivo.
NIETZSCHE: O FILÓSOFO DA SUSPEITA Com a frase “Deus está morto”, Friedrich Nietzsche (1844-1900) resumiu 20 séculos da História Ocidental. Contra o dualismo metafísico – que opõe a existência de outro mundo a esse em que nos achamos aqui e agora – e cuja falência acarretou a sensação de que “nada tem sentido”. O pensamento de Nietzsche coloca em cheque nossa maneira habitual de pensar, sentir e agir, nossa forma costumeira de estar no mundo. Ao anunciar a morte de Deus, ele torna possível repensar as relações entre homem e mundo. Scarlett Marton é professora de filosofia da USP.



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